O incidente ocorreu durante o transporte da presa para uma unidade prisional. A agente envolvida sofreu uma tentativa de enforcamento antes de efetuar os disparos.
CRICIÚMA (SC) – Uma transferência de custódia terminou em morte na tarde desta sexta-feira (23), no Sul de Santa Catarina. Uma mulher, que estava sendo transportada sob custódia da Polícia Civil, foi baleada e morta dentro da viatura oficial após entrar em confronto físico com uma agente de polícia.
De acordo com as informações preliminares da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), a detenta teria conseguido se desvencilhar parcialmente ou avançar contra a policial que realizava a escolta, iniciando um ataque violento. A agente relatou que a mulher tentou enforcá-la enquanto o veículo estava em movimento, gerando uma situação de risco iminente.
O Confronto e o Desfecho
Durante a luta corporal no interior do compartimento de segurança, a policial reagiu à agressão utilizando sua arma funcional. Foram efetuados disparos contra a detenta para repelir a tentativa de enforcamento. O serviço de emergência foi acionado imediatamente, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ainda no local.
A perícia técnica foi deslocada para a via pública onde a viatura parou para isolar a área e coletar evidências. A identidade da detenta e o crime pelo qual ela havia sido presa inicialmente não foram divulgados até o fechamento desta reportagem.
Investigação e Protocolos
A Corregedoria da Polícia Civil e a Polícia Científica abriram um inquérito para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido. O foco da investigação será determinar:
- Como a detenta conseguiu atacar a agente, considerando os protocolos de algemação;
- Se o uso da força letal foi proporcional à ameaça sofrida pela policial no espaço confinado da viatura.
A policial envolvida, que apresentava marcas visíveis da agressão no pescoço, deve prestar depoimento oficial e receber acompanhamento psicológico, procedimento padrão em ocorrências com resultado morte.
Nota Crítica: Este episódio ocorre em um momento de extrema tensão na segurança pública, onde falhas em procedimentos básicos (como a revista e o uso de algemas) acabam expondo agentes ao perigo e resultando em desfechos letais que interrompem o fluxo do devido processo legal.


